Aos que estão começando…

Artigo de autoria de Xico_Ambrozio no Viva o Linux

Felizmente vemos uma expansão muito grande do Linux. E isto se deve em grande parte às distribuições friendly-users (as amigáveis, na qual pouco [ou nada] se gasta em matéria de configuração e ajuste). 

Não quero aqui desaprovar esta tendência. Acho, pelo contrário, que a porta da frente do mundo Linux deve ser esta mesma. Tampouco é minha intenção dar a entender que distribuições amigáveis são ruins e que Linux tem que ser difícil. Está não é a questão. 

É claro que é muito interessante instalar uma distribuição Linux e logo de cara já sair usando – sem precisar, por exemplo, gastar dias para configurar a placa de vídeo e não conseguir fazer subir o ambiente gráfico. 

O que quero propor – e acredito que muitos irão concordar comigo – é: NÃO FIQUEM NO BÁSICO!!! Qualquer distribuição Linux te dá oportunidade de descobrir um mundo novo de descobertas e conhecimento. 

Então, o que segue é o que acho ser alguns conselhos interessantes aos que estão ingressando neste maravilhoso mundo da liberdade. 

Bom, a primeira coisa a ser dita, e talvez a principal, é que a informação é a arma do negócio (é isto mesmo, eu não errei na digitação). Informação é importantíssimo em um sistema que irá exigir muito de você. Sendo assim, se você não tem o costume ou não gosta de ler, aprenda! Aqui vale uma nota: nem toda a documentação Linux está traduzida, então, se você não manja muito de inglês, arrume um dicionário! 

Outra coisa é: aprenda (e se acostume) a usar a linha de comandos. Pode não parecer, mas esta é a maneira mais fácil, rápida e eficiente de você manipular seus arquivos no Linux – especialmente os de configurações e/ou administração de seu sistema. 

Você está usando um sistema GNU/Linux! Então, aprenda o que é GNU e donde veio o Linux. Não se contente em ser um mero usuário, adira à causa do Sofware-Livre. 

Conheça a FHS – Filesystem Hierarchy Standard (Sistema de Hierarquia de Arquivos Padrão). O que é cada diretório, para que que serve. 

Aprenda a utilizar bem um editor de texto – digo: vi, nano, mcedit… não o gedit ou kedit. 

Saiba usar o chmod, chown, chgrp, umask. Mount, umount, sistemas de arquivo. 

Acostume-se a lidar com os arquivos de configuração – diretório /etc. Analise-os, tente entendê-los e se necessário mude-os. Não deixe que o medo te impeça de mexer em seu sistema. A melhor maneira de aprender é justamente esta – fuçando! Desde que você mantenha bons registros do que está fazendo, se fizer algo que não deveria, você pode consertar. – É claro que a cautela de manter um backup de seus arquivos pessoais e dos importantes é muito bem-vinda. 

Acabou a mamata de instalar programas só clicando em NEXT, NEXT, NEXT, I AGREE, FINISH! Uma das realidades mais duras para quem está iniciando no Linux é descobrir que instalar algo é um pouco mais complicado do que isto. Por isso, conheça seu Gerenciador de Pacotes, saiba usá-lo com eficácia. 

E quando for lidar com um tarball (pacotes de extensão .tar.bz, .tar.bz2… que precisam ser compilados), depois de extraí-los, analise os arquivos que estão no pacote. Embora a maioria se resolva pelos comandos ./configure, make e make install nem sempre vai ser assim. Todos arquivos deste tipo vêm com instruções, leia-as (a maioria [senão todos] está em inglês, lembra do que eu disse acima sobre um dicionário… 

E se, for mesmo à velha maneira (./configure, make, make install), saiba o que cada uma destas coisas faz. Se der problemas você estará apto a resolvê-los. Por exemplo, se o configure acusou algum erro, adianta dar o make depois? Como resolver o erro em questão? E se o erro for durante o make? 

E quando problemas cabeludos surgirem, em primeiro lugar tente lidar com eles sozinho. Sim, sim, você agora faz parte da comunidade Linux, onde inúmeras almas boas estão dispostas a te ajudar, mas tente primeiro… Leia os manuais. Pesquise. Você irá descobrir que outras pessoas já passaram pela mesma coisa, ou então, vai descobrir excelentes matérias que podem te ajudar a resolver seu problema. Só depois que já tiver esgotado todos os seus recursos pessoais, aí sim, peça ajuda. E mesmo quando pedir ajuda não significa que seu problema irá ser solucionado imediatamente. E é aqui que segue outro (importante) conselho: tenha paciência!!! Resista a tentação de ter uma recaída e voltar aquele S.O. fácil, baseado em Janelas. Vá fazer outra coisa, esfrie a cabeça, volte ao computador depois… Com o tempo as coisas se resolvem! 

Enfim, estas são algumas linhas que acho serem úteis para fazê-los entender que a partir de agora o poder está em suas mãos. Queira usá-lo, saiba usá-lo, use-o. 

E quero terminar com as palavras de Linus Torvalds: “O código aberto é um modelo sobre como fazer coisas, e eu acredito que este é um jeito muito melhor de fazer as coisas. O código livre vai tomar conta do mercado não por causa de nenhuma ‘batalha’, mas simplesmente porque jeitos melhores de fazer as coisas eventualmente tomam o lugar de métodos inferiores”. 

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Sobre milesmaverick

Um Ubunteiro, louco por tudo relacionado a software livre!

Publicado em maio 30, 2012, em Uncategorized e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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